7 Provas de que sim, você precisa do feminismo

Eu acho muito triste que em pleno século 21 ainda hajam pessoas que não entendam a importância do feminismo. E acho mais triste ainda quando muitas dessas pessoas são mulheres que, graças ao feminismo, têm o direito de trabalhar, estudar e correr atrás de seus sonhos.
Porém, acho compreensível e apesar de às vezes ser estressante ler certos comentários, procuro não desprezá-las.
A gente cresce sendo ensinada pelas mães/avós que usar short é imoral e/ou ameaça nossa segurança. A gente cresce vendo a família chamando outras mulheres de vadia e pregando que é errado a mulher pegar vários homens. 
A gente cresce sendo repreendida ao falar palavrão, não porque é uma palavra de baixo calão, mas porque mulher não pode falar isso. Mulher tem que ser doce e delicada.
A gente cresce sendo ensinada que "onde já se viu, mulher que não arruma a casa ou que não sabe cozinhar?".
Esse tipo de conceito é tão enraizado que pra algumas é realmente difícil abrir mão dessas convicções e do troféu de "mulher de verdade".
E o post de hoje é dedicado justamente a elas, não para ofender, humilhar, chamar de burras, mas para informar, motivar e deixar claro que elas merecem ser bem tratadas. Quem quiser, que venha aprender. 
Em primeiro lugar, vamos falar o básico:

Feminismo é um movimento sócio político que visa lutar pela igualdade de direitos entre homem e mulher. Ou seja, o que os homens podem fazer, nós temos que poder fazer também. 

"Mas nós já conquistamos o direito de trabalhar, a gente já pode estudar, já existe a lei do divórcio, da maria da penha, o resto é mi-mi-mi".
Não. Em primeiro lugar, porque essas coisas foram conquistadas apenas no ocidente. No oriente ainda existe muito casamento arranjado, casamento infantil, e existem países em que por lei, a mulher não pode sair de casa sem estar na companhia de um homem (se ela for órfã de pai, não tiver irmãos e tanto o falecido pai quanto a mãe são filhos únicos, ou seja, nada de primos ou tios, ela vai passar a vida confinada numa casa minúscula, porque convenhamos, a miséria lá também não é pequena).

Apesar da situação no oriente, vamos nos concentrar apenas no ocidente, que é onde vivemos e que apesar de muitas conquistas, ainda há muito a ser feito.

1. Assédio nas ruas: É extremamente desconfortável e pra algumas até intimidante, ser obrigada a ouvir um "gostosa" vindo de um desconhecido. Algumas não respondem por medo de apanhar (alguns bairros são bem violentos, portanto o medo não é nem um pouco irracional). Esse tipo de coisa não aconteceria se esses homens (os que berram o "gostosa", não todos os homens, que fique claro), se tocassem que nós, mulheres, não somos um objeto. Nós não somos posse de ninguém, portanto, ninguém tem o direito de nos insinuar ou difamar e exigir sair disso impune. 
Apesar de existirem leis contra difamação e assédio sexual, infelizmente a grande maioria desses casos de rua saem impunes, já que não há nenhum policial por perto (e ainda há casos em que o próprio policial passa a cantada, o que complica mais ainda, porque se respondermos corremos o risco de estarmos desacatando um funcionário público durante seu expediente e eles sabem disso, por isso se aproveitam).



2. Assédio no trabalho: Quando se trata de colegas falando coisas sujas pra você, assobiando, passando cantada, insistindo em sair com você e te xingando caso você não queira, muitos dirão que "é só falar pro chefe". Ok, mas e se o chefe não fizer nada, disser que é só brincadeira, ou pior: e se for o chefe que estiver fazendo isso?
Muitas não denunciam por medo de demissão, e acabam trabalhando em um ambiente onde são tratadas como um lixo. 

3. Relacionamentos abusivos: Se o namorado quer impedir a garota de usar determinadas peças de roupa, se ele humilha, se ele chantageia, se ele pressiona-a para transar, se ele tenta transar com ela enquanto ela dorme, se ele não controla o ciúme que tem dos colegas de trabalho/escola dela, se quer proibí-la de ver as amigas, se quer exigir que ela use maquiagem (ou que nunca use)... é um relacionamento abusivo, mesmo se ela não está apanhando. Muitas não denunciam por achar que não é nada demais, "mas ele nunca me bateu". Elas estão apegadas a ele, acham que o amam, que nuncsa vão achar alguém igual, que ele é o único capaz de aguentá-las... nem sempre é o medo de morrer/ter familiares assassinados que a impede de terminar o relacionamento. Há muita manipulação envolvida, e o que essas garotas precisam é de uma boa amiga para abrir os olhos (porque a maioria encara o aviso da mãe como tentativa de controle).

4. Baixa inclusão de mulheres na política: Nós conquistamos o direito ao voto, mas quando seremos tão votadas quanto os homens?
Não estou dizendo que não há mulheres na política, porque há senadoras, deputadas, ministras, etc. Mas e os cargos altos? A Dilma foi a primeira mulher a ocupar a presidência no Brasil, mas desde que Temer assumiu, o número de mulheres na política caiu drasticamente. 

5. Culpabilização da vítima: Eu vejo mulheres sendo culpadas pelo assédio na rua porque estavam de short. Vejo mulheres sendo culpadas pelo abuso que passaram, porque estavam bêbadas, porque estavam sozinhas, porque eram "rodadas", ou porque simplesmente estavam lá, naquela balada. Ou na parada de noite (sendo questionadas por estarem na tal parada, sendo que podiam estar voltando do trabalho, por exemplo). Vejo mulheres sendo culpadas por apanhar do marido, afinal, se não terminou é porque gosta, né? 




6. Proibição de shorts/saias nas escolas: Muitos usam o argumento de "ah, mas escola não é lugar pra usar isso". Só que num calor de 40°, às vezes nem uma bermuda na altura do joelho ajuda. Por que é tão imoral mostrar a coxa? O que a coxa fez pra você?
Já vi o argumento "ah, mas os garotos estão em fase de crescimento, já houve casos em que um piá levantou a saia de uma guria, por isso é proibido". Se o garoto agiu mal, por que a garota está sendo punida? Os garotos devem ser ensinados desde cedo a tratar as garotas como seres humanos. Se você proíbe a garota de usar uma saia porque uma vez o João levantou a saia dela, você está ensinando o João que, se uma garota está de saia, ele pode muito bem levantar a saia dela. Afinal, quem mandou usar uma roupa dessas, né? (Sem falar que isso se encaixa no tópico acima: culpabilização da vítima).

7. Jornada dupla: Em muitas famílias, tanto o homem quanto a mulher trabalham fora, porém, apenas a mulher é responsável pela faxina da casa. Ambos chegam tarde, mas é ela que faz a janta, varre o chão, lava a roupa... e se o Lucas bagunça o quarto, por que a Aninha tem que arrumar? 
E mais: quantos empregados domésticos (homens) você vê por aí? Nota-se que a maioria é mulher, né?


Se eu tiver esquecido de qualquer item, basta avisar nos comentários. E se tiver algo a falar sobre o assunto, chega mais, sua opinião é sempre bem vinda ;)

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Obs: Não pagarei seu cardiologista nem seu psicólogo/psiquiatra caso acabe precisando.