#Assista: Deep Weeb

A primeira vez que ouvi falar sobre a Deep Web foi quando eu estava no segundo ano do Ensino Médio. Havia um projeto chamado "Ensino Médio Politécnico" em que passávamos o ano pesquisando sobre um determinado assunto, para no final do ano fazer uma apresentação final valendo uma nota a mais (uma espécie de TCC do Ensino Médio).
O assunto escolhido por um dos grupos era a Deep Web: uma parte mais profunda da internet, usada não apenas para obter muito mais informações do que no google, mas também para coisas mais sérias como tráfico de drogas, assassinos de aluguel, bonecas infláveis feita com pessoas de verdade entre outras coisas horríveis.

Para entrar na Deep Web, antes mesmo de instalar o navegador chamado Tor, é necessário ter o sistema operacional Linux e um excelente anti vírus, pois lá é cheio de vírus e hackers.
Se não me engano é necessário instalar também um programa que oculta o IP do computador para garantir o anonimato, já que a Deep Web é frequentemente investigada pelo FBI.

O documentário (que está disponível na Netflix) mostra o julgamento do aparente criador da Deep Web, que foi acusado de ser o responsável de muitos crimes cometidos com o uso da network.
Ele mostra como funciona a Deep Web e qual era o principal motivo para o uso da mesma: uma tentativa de acabar com a Guerra às Drogas, pois na opinião dos usuários, uma liberdade vigiada não pode ser chamada de liberdade e o governo se esforça para limitar o que o povo pode ou não fazer. 

Sobre a Guerra às Drogas, a minha opinião é que as drogas deveriam ser legalizadas, não para que cada um possa fazer o que bem entender, mas para que a violência seja reduzida. Quem é viciado, não consegue largar o vício por conta própria apenas porque determinaram que "não pode, é feio".
Muitos entram no mundo das drogas por insegurança (adolescentes inseguros tentando se encaixar em um grupo), ou por tentativa de auto destruição mesmo (pessoas com depressão que não acreditam em possibilidade de recuperação e se sentem merecedoras da dor, ou que tentam acelerar a chegada da própria morte com o uso de drogas).
Se a Guerra às Drogas tem como objetivo a segurança da população e não apenas a questão da moralidade, ela é mal pensada. O certo é tratar quem passa por esses problemas, não punir.
E para evitar que problemas como esse existam, é necessário educação. Programas que façam palestras nas escolas todo ano, que informem as crianças. Acredito também que toda escola deveria contar não apenas com diretores, professores, coordenadores, mas também com um psicólogo responsável por vigiar e garantir o bem estar mental dos alunos.

Sim, é difícil combater isso nas periferias, já que muitos não possuem acesso à educação básica e portanto não teriam o acompanhamento sugerido mesmo que existisse, mas aí entra a questão da saúde pública. Que nos Estados Unidos não existe (cada um conta com um plano de saúde), e no Brasil é precária. As pessoas demoram meses para conseguir consultas básicas, e a psicologia é quase ignorada. É muito mais difícil encontrar tratamento psicológico ou psiquiátrico pelo SUS, sendo que o ideal seria ter terapeutas gratuitos e de fácil acesso para todos (assim como todos os outros tipos de médicos).

E para que as pessoas tivessem consciência da necessidade de falar com um terapeuta, poderiam ser criados folhetos, palestras, propagandas televisivas, programas governacionais, ongs, etc.
Mas infelizmente isso parece ser uma utopia e o governo prefere "meter a porrada" em quem passa por esses problemas, do que tratar e prevenir.

Portanto, é compreensível a existência da Deep Web, considerando que não há uma conscientização sobre os problemas com drogas, mas é exatamente aí que mora o perigo de existir a mesma.

Assista o trailer do documentário abaixo (ele está em inglês, mas dá para ter uma ideia do que se trata)


Qual a sua opinião sobre o documentário, a Deep Web e a guerra às drogas? Diga aí nos comentários ;)

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Obs: Não pagarei seu cardiologista nem seu psicólogo/psiquiatra caso acabe precisando.