Resenha: A Coroa

Confesso que prefiro a saga "A Seleção" do que a saga feita como continuação, "A Herdeira", mas mesmo assim não acho que tenha ficado ruim. Ela é melhor em um certo aspecto, porque na minha opinião, o final foi menos previsível (porque né, qualquer imbecil diria que a América ia ficar com o príncipe Maxon no final). E sim, haverão spoilers. 

Autor(a): Kiera Cass

Editora: Seguinte
Número de páginas: 229

Ano de publicação: 2015

Nota:  

A Coroa é o segundo e último livro da saga A Herdeira, continuação da saga "A Seleção" (na verdade as duas são uma saga só, mas eu considero como duas sagas separadas, já que o protagonismo muda).
Em A Herdeira, a filha de América e Maxon, Eadlyn Shreave, é praticamente obrigada a fazer sua própria seleção. 
Ela é a primeira mulher a ter sua própria seleção, pois seus pais não queriam que uma vagina fosse um impedimento para que ela ascendesse ao trono (sim, a saga aborda muito feminismo ♥).


No começo, a princesa não gostou muito da ideia de participar disso porque gostava da vida mansa de ficar de pernas para o ar em uma parte do tempo, e indo as festas em outra parte.
Ela também não se dava bem com Josie, filha de Marlee e Carter, nem com o irmão dessa, Kile. Josie sonhava em ser princesa e vivia roubando as tiaras de Eadlyn, e Kile, apenas era implicante (mas com uma certa razão, já que a princesa era um tanto mimada e esnobe).
Mas os garotos da seleção fazem com que ela enxergue como é a vida fora do palácio, e com o tempo ela muda de ideia em relação à seleção e ser rainha. 
Isso também a leva a questionar seu comportamento e o modo como costumava pensar, fazendo-a evoluir como pessoa.

Pela primeira vez eu dei nota quatro em vez de cinco para um livro. Não significa que eu não tenha gostado (até porque se não gostasse, eu teria dado zero). 
Apenas acho que "A Herdeira" e "A Coroa" possuem um desenvolvimento muito fraco, se comparado à "A Seleção".
Afinal, a primeira saga tem ataques de rebeldes, tem a questão das castas, uma monarquia praticamente ditadorial, e mostra uma mulher com personalidade forte que se inscreve para a seleção não pra ganhar um príncipe, mas para ajudar sua família com a vida que viria a ter caso ganhasse.

Enquanto que na segunda, só tem duas partes razoavelmente fortes: a que Eadlyn é humilhada no desfile, e a cena da briga entre dois selecionados. E só.

Entretanto, a saga ainda retrata a monarquia de um modo minimamente realista, em vez de usar o estilo Disney, conhecido pelo seu otimismo exagerado.
Mostra um pouco de burocracia, as manifestações da população, políticos nem tão sensatos (um dos "conselheiros" da garota queria declarar guerra a um país, por exemplo). 
Mostra pessoas se aproximando apenas para dar um golpe (sempre desconfiei das intenções de Marid, e fiquei levemente orgulhosa da minha esperteza ao ver que estava certa).

A grande maioria das fãs da saga não gostaram do final, pois gostariam que ela casasse com Kile. Entretanto, isso seria um tanto clichê: "Fulana e Ciclano se davam mal, mas, com a convivência, acabaram se dando bem, se apaixonaram, se casaram e viveram felizes para sempre". Chato.
Dou meu total apoio ao casamento de Eadlyn com o intérprete de Henri, foi um dos finais românticos mais inovadores que eu já vi, e uma das coisas que salvou o livro de ganhar uma nota três, em vez de quatro.

E você, já leu o livro? Se sim, o que achou do final? E se não, foi mal pelo spoiler, mas eu avisei. 

Share:

1 Fumados comentaram aqui

  1. Não li ainda, ele parece ser muito bem escrito e interessante.
    Beijos
    Mundo de Nati

    ResponderExcluir

E aí, o que achou do post? Gostou? Odiou? Achou uma bosta e tá a fim de dizer que sou um lixo, me mandar pra puta que pariu? Comenta aí!

Obs: Não pagarei seu cardiologista nem seu psicólogo/psiquiatra caso acabe precisando.