Como eu decidi cursar Jornalismo

Esse ano eu comecei a cursar jornalismo, e criei a tag Diário de uma Universitária Retardada para ir falando sobre a faculdade, semestre por semestre (aliás, eu tô pensando em fazer mensalmente, senão fica muita coisa pra contar kkkk).
Há alguns dias eu estava no Insta, sem sono (aliás, eu nem dormi naquela noite -.-'), e a Jéssica Arrais do blog Inocentemente Ingênua veio me fazer umas perguntas sobre a faculdade, se eu tava gostando, como eu decidi, etc, e sugeriu que eu fizesse um post respondendo a essa última pergunta.
Respondi a isso de forma resumida pra ela, mas a verdade é que o negócio é o seguinte (sim, lá vem textão):
Senta que lá vem história
Sempre gostei de escrever. Apesar de ter tido dificuldades com a caligrafia no começo, as aulas de português e redação costumavam ser as minhas favoritas quando eu era pequena, e uma vez que peguei o jeito, nunca mais perdi o gosto.
Eu tinha mania de escrever livros em folha de ofício mesmo, geralmente adaptações de contos infantis como o da Chapeuzinho Vermelho, e eu mesma montava dobrando as folhas pra ficar em formato de livro e colando com cola ou grampeador. O resultado era uma bosta, óbvio, mas para mim era uma obra de arte e eu saía mostrando pra todo mundo.
O gosto por jornalismo surgiu por causa do meu gosto pela escrita, então acho que vou começar beeem do começo. Acredito que eu gosto de escrever porque fui ensinada a sempre gostar de ler. Meu pai começou a ler pra mim quando eu tinha dois anos (minha mãe que disse), e a própria ciência já mostrou que isso ajuda a criar o hábito da leitura desde cedo. Em mim fez um efeito ainda maior: eu não queria apenas ler, eu queria criar aquelas histórias maravilhosas que eu lia.
Mas quando eu cresci, a vida foi passando, eu fui conhecendo pessoas e o gosto pela escrita era demonstrado apenas nas aulas de português. Pelo menos até 2010. Eu estava na oitava série e tinha pegado aquela mania de ler o site da capricho, atrevidinha, todateen e etc, porque não podia comprar as revistas (meu pai comprou uma ou outra pra mim, mas né, os sites eram mais frequentes na minha vida). Neles eu fui vendo alguns blogs, e comecei a ficar curiosa sobre como era ter um. Então eu criei. O nome era Garota Antenada. O layout ficou uma bosta, o conteúdo também, mas pra mim era uma obra de arte e eu saía mostrando pra todo mundo rsrsrs. 
Com o Garota Antenada eu fiz alguns posts que pareciam um pouco com matérias. Uma vez eu tava numa comunidade da Capricho, o Puricute (não sei se alguém ainda lembra da existência desse instagram pré-histórico), e tive uma surpresa do caralho: a Manu Gavassi tinha criado conta lá para conversar com os fãs. Naquela época era o comecinho da fama dela (que tá um pouco flopada agora, desculpem), e qualquer um acreditaria que era fake. E realmente, era muito mais provável que fosse. Mas eu fui corajosinha e propus fazer uma entrevista com ela. Antes de fazer a entrevista, ela largou o Puricute por causa de uns xingamentos e ameaças que ela tava recebendo lá, mas cumpriu humildemente sua promessa me entrevistando por inbox de you tube uns tempos depois. E por acaso era a conta de you tube que aparecia no site da Capricho, ou seja: não era fake. 
Pena que eu excluí aquele blog com todos os posts, foi minha primeira entrevista com alguém famoso ou semi-famoso (porque naquela época ela ainda era meio garota capricho e tal).
Essa entrevista não tem nada a ver com a minha decisão porque naquela época o blog já tinha me feito querer ser jornalista (por isso quis entrevistá-la), mas eu só queria me exibir um pouco hahahahaha
Depois eu tive umas crises pessoais (por isso cancelei o blog), e em 2013 voltei com um tal de Antigos Diários, que também não tava lá aquelas coisas mas era melhor que o Garota Antenada. Mudei de blog algumas vezes e tal, mas isso não vem ao caso.

Durante o Ensino Médio, lembro de já ter cogitado administração (péssima ideia porque nunca fui boa em matemática), e web designer (por causa dos layouts e edições de imagens que o blog me levava a fazer). Administração eu confesso que teve mais a ver com uma fase ruim que eu tive, que me deixou mais antissocial do que eu já era. Eu queria trabalhar trancada em uma sala de escritório sem ter contato com ninguém, só prencheendo, fazendo e assinando relatórios o dia inteiro. Eu só tinha esquecido que tinha que atender telefone também hahahaha
Eu até pensava em jornalismo, mas meu objetivo principal era ser colunista (escrever textos mensalmente, semanalmente ou quinzenalmente pra alguma revista, jornal ou site). Eu sabia que talvez eu não conseguisse isso tão rápido, e que eu teria que ser repórter por um bom tempo e ir aceitando os empregos que viessem pra adquirir experiência (como todo pobre), e ser repórter envolvia fazer entrevistas. Fazer entrevistas envolvia falar com pessoas. E pessoas? Argh.
Mas porra, eu queria escrever. 
O que me restou foi refletir e tentar evoluir:
 "eu sou curiosa (tanto é que criei blog por curiosidade e sou blogueira há sete anos), gosto de aprender, e fazer entrevistas talvez não seja tão ruim. Pessoas não são sempre tão chatas, minha melhor amiga é legal e existe gente que segura o elevador quando tu tá correndo feito um(a) pato(a) manco(a). Ok, eu consigo aguentar isso. Vou estar escrevendo de qualquer jeito mesmo, não vou?Tá decidido. Mas só uma dúvida: de quantos reais eu preciso pra comprar pacotes de miojo que durem o mês inteiro, pra almoçar e jantar?" ~entenderes entenderão~

Hoje em dia eu sou mais sociável (ou pelo menos tento ser). No Ensino Médio eu me enfiava em um grupinho pra ter grupo pra fazer os trabalhos sem o professor me enfiar no meio de um bando de gente que eu detestaria, na faculdade eu tentei diminuir essa minha mania de achar todo mundo fútil e idiota e passar a odiar sem nem ter dado oi. Conversei ri e descobri que não ser um bicho do mato pode ser legal às vezes.
E sim, eu sei que não vou ficar milionária nem nada (a piada com o miojo significava isso mesmo). Meus planos são ter uma casa barata, um carro barato e conseguir pagar as contas sem passar fome nem precisar de ninguém. 

Agora estou amando o curso e louca pra me jogar na primeira vaga de emprego da área que surgir. Eu queria poder cursar web designer ao mesmo tempo porque vi que chove vaga disso no Facebook e supostamente os horários são bons. Se paga bem eu não sei, mas também parece ser um emprego legal e seria uma boa segunda opção, caso o mar do jornalismo não esteja pra peixe.
Pena que eu sou pobre, né? Preciso trabalhar de domingo a domingo, aí não tem tempo nem pra fazer um mísero cursinho (o que já me ajudaria bastante, porque o meu objetivo é só aprender: não vi muitas vagas exigindo faculdade, a maioria só pedia que a pessoa soubesse mexer em determinados programas ou tivesse experiência profissional).


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2 Fumados comentaram aqui

  1. hi dear,
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Obs: Não pagarei seu cardiologista nem seu psicólogo/psiquiatra caso acabe precisando.