Atypical: entenda a vida de quem tem autismo

Há um tempinho atrás (ok, mais de um mês), eu assisti uma série que a Netflix lançou nesse ano, e como o assunto é relevante, mas não muito abordado, resolvi assistir. Definitivamente não houveram arrependimentos (mas eu não posso julgar com muita propriedade, já que não tenho autismo, não sei muito sobre a doença nem conheço ninguém que a possua).
A série possui apenas uma temporada, que contém 8 episódios, portanto você vai terminar rapidinho.
O personagem principal é Sam, que possui autismo de alto funcionamento (significa que ele consegue falar, escrever, caminhar e socializar, ao contrários dos de baixo funcionamento, que podem não saber nem falar ou contar até 10, pelo que foi mostrado na produção da série).
Sam é bastante inteligente, possui amplos conhecimentos (especialmente sobre a Antártida e os pinguins: autistas costumam se concentrar sempre em um tópico específico), e é extremamente sincero (o que costuma ser engraçado em algumas cenas, como quando ele chegou em um grupo de conhecidos em uma festa dizendo que acabara de ganhar uma punheta em um iglu). 

Logo no começo da série, ele fala para sua psicóloga, Julie, que gostaria de ter uma namorada. Julie então o encoraja, e começa a dar algumas dicas do que ele poderia fazer para arrumar uma pretendente. E é aí que começa toda a confusão, a qual eu não posso contar nesse post para não dar spoiler a quem não assistiu ainda (mas recomendo que assista, porque é muito boa).


O que eu achei interessante nessa série, além do jeitinho de Sam, foram também as características de cada personagem e de como eles se relacionavam com Sam. Ter uma pessoa portadora de qualquer deficiente na família pode ser tão difícil para a família quanto para a pessoa, pois as obrigações, responsabilidades e preocupações se multiplicam (especialmente para os pais). Há sempre o medo de que algo ocorra com essa pessoa e você não esteja por perto para ajudar. Há sempre o medo do preconceito que ela vai passar, e das humilhações e rejeições decorrentes desse preconceito.
Achei interessante mostrar as imperfeições e os erros do pai, da mãe, da irmã, e de todos que o rodeiam. Porque sejamos realistas, o mundo não é um lugar mágico e inclusivo, e a vida não tem manual de instruções. Ninguém explica para a família como garantir que seu filho tenha uma vida feliz, apesar de tudo. E essa impotência deve doer.
E a dor mexe com as pessoas, deixando-as irracionais, fazendo com que elas ajam por impulso. vimos o pai dele fazendo algo que muitos achariam imperdoável. A mãe também. A psicóloga? Também. 
Vocês devem estar se perguntando o que ela fez, mesmo sendo psicóloga, né?
Assim como médicos também ficam doentes às vezes, psicólogos e profissionais da saúde mental também podem ficar desestabilizados. 
E haja força pra lidar com a culpa depois.

Pra finalizar, vamos ver o trailer oficial?

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6 Fumados comentaram aqui

  1. Amei a dica. A série é curtinha e por eu não me apegar, creio que possa assisti-la rapidinho.
    Além disso, gostei muito da temática.
    Beijo, www.apenasleiteepimenta.com.br

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  2. Todos deveriam conhecer essa série e parar com o preconceito. Vou começar assistir a essa série.

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  3. Não conheço a serie mas com certeza me interessei, tenho um sobrinho altista e acredito que vai ajudar bastante. Otimo post.

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  4. Me interessei muito, assisti o trailer e adorei <3 Já vai pra minha lista.

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  5. Guria, eu ainda não vi essa série, mas estou querendo muito. Eu me interessei bastante, mas onde arranjo tempo? Quero ver se nesse final de semana consigo assistir <3

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  6. Nossa! Não conhecia esta serie. Mas, ja vou colocar na minha lista, pra ver.

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Obs: Não pagarei seu cardiologista nem seu psicólogo/psiquiatra caso acabe precisando.