Cuidado com os padrões de estética, eles podem te matar

As magras estão por toda a parte: nas capas de revista, nos comerciais de TV, nas séries e filmes, nas passarelas, nos manequins de loja, nos catálogos e em todo o lugar que se possa imaginar.
Apesar de toda essa onda de "aceite você mesma", "valorize suas curvas" e etc, ainda é muito grande a propagação de um padrão de estética que para muitas pessoas é inalcançável.
De um lado, as campanhas para valorizar todos os tipos de corpos, de outro, a modinha fitness, que era pra ser um estilo de vida saudável, mas para inúmeras mulheres acabou se transformando em uma tentativa de ficar magérrima. Sem consultar nutricionista algum(a). Sem fazer um exame de sangue geral (que analisa os níveis de glicose, colesterol, lipídeos e qualquer coisa que estiver em excesso ou escassez no seu organismo), sem ter certeza de que seu corpo realmente precisa dessa dieta.
E o pior: sem medir as consequências que isso pode ter para a saúde.

Uma vez, no facebook, me deparei com a foto de uma garota, só de lingerie. Ela era pele e osso, o tipo de pessoa que poderia ter anorexia, bulimia, anemia, raquitismo e uma série de doenças que deixa o corpo exageradamente magro. E adivinha? Milhares de garotas estavam comentando, dizendo que queriam ter aquele corpo, e algumas delas já eram magras.
Neste post eu falei sobre o filme protagonizado por Lilly Collins, O Mínimo pra Viver. Mencionei uma coisa que a atriz ouviu: quando ela estava filmando ainda, encontrou uma de suas vizinhas, amiga de sua mãe, na rua. Essa vizinha disse que ela estava linda, e quando Lilly tentou explicar que ela estava emagrecendo para um papel, a mulher respondeu: "não, não, você está ótima, continue o que está fazendo". Absurdo, né?


Infelizmente essas coisas não são tão raras quanto deveriam ser. E elas são perigosas.
Se fosse apenas uma insegurança não seria tão grave. O problema é quando a insegurança tem a possibilidade de se transformar em uma doença letal.
O problema é quando a gente vê que 77% dos jovens estão propensos a desenvolver essa doença.

O problema é quando, mesmo assim, muitos tratam essa insegurança como drama, mi-mi-mi ou frescura. Fazendo com que as vítimas se calem, sintam-se solitárias e corram ainda mais risco de emagrecer até morrer (ou cometer suicídio antes disso).

É necessário dizer que precisamos parar de acreditar que magreza é sinal de saúde?
Não deveria.

Fonte: http://veja.abril.com.br/saude/sp-77-das-jovens-tem-propensao-a-disturbios-alimentares/#

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3 Fumados comentaram aqui

  1. Esse post é muito mais que importante! É o cumulo do absurdo que diariamente sejamos forçados a certas coisas e ainda por cima que soframos uma lavagem cerebral pra segui-las. É fundamental que as pessoas busquem saúde ao invés de padrões que os corpos delas não foram feitos para seguir, mas ainda assim, são lindos e únicos!

    https://assunto-infinito.blogspot.com.br/

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  2. Seu post foi muito bom e muito bem colocado, concordo com vc, mas vou um pouco além...sou a favor da pessoa se sentir bem.. no meu caso, para me sentir bem preciso perder 5 quilos, mas tbm este é o meu limite..

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  3. Acho que esse é o problema da era em que vivemos Samos incentivo por o padrão de beleza que vemos. Eu sou a prova disso o magrelo que ser tornou culturista

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E aí, o que achou do post? Gostou? Odiou? Achou uma bosta e tá a fim de dizer que sou um lixo, me mandar pra puta que pariu? Comenta aí!

Obs: Não pagarei seu cardiologista nem seu psicólogo/psiquiatra caso acabe precisando.