Minhas Aventuras no Enem

Nesse domingo foi o último dia de Enem e felizmente eu não precisei fazer porque finalmente estou na faculdade. Como eu mencionei no post da saga do Fies (clique aqui pra ver), fiz três enems pra entrar. Não me atrasei pra nenhum, mas não quer dizer que eu não tenha feito uma merdinha ou outra kkkk (tenho uma tradição: é fazendo merda que se aduba a vida rs). Pra você dar umas risadas, vou contar um pouco como foi:

Primeiro Enem: 2014
Eu tava no terceiro ano do ensino médio e fiz no Polisinos (sou de São Leopoldo). Não era difícil de chegar, mas eu sou dessas que só sai de casa pra trabalhar ou estudar, e como nunca estudei lá, não sabia bem onde era e meu pai fez o favor de me dar carona. O tema era publicidade infantil.
Sempre gostei de escrever e por algum motivo que agora eu desconheço, tive ideia pra um poema durante a prova. E por burrice, anotei na mão em vez de anotar no caderno de questões (que eu podia levar pra casa). Uma vaquinha falou pra fiscal que eu tava colando (o nível de concentração dela durante a prova era esse: olhar ao redor e ver com quem ela podia tentar ferrar). Felizmente a fiscal notou que quando eu entrei não tinha nada, mas mesmo assim tive que ir na coordenação (provavelmente ela achou que eu tinha anotado pra dar a resposta pra alguém). Me deu um nervoso e eu apaguei o negócio da mão, o que ficou meio suspeito (apaguei uma prova que era a meu favor kkkk). Por sorte a coordenadora acreditou em mim e deixou eu continuar.
Mesmo assim fui reprovada kkkk Minha nota foi bem baixa, não tava acostumada com aquele tipo de redação. 
Mas os poema ganham até concurso literário hahahaha (sério, já ganhei um)
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Segundo Enem: 2015
Já tinha me formado no Ensino Médio, e num ato de extrema burrice, tinha pedido demissão no meu emprego uns dias antes da prova (felizmente deu pra voltar atrás depois e meu chefe ficou bem feliz). Naquela época eu tava namorando um embuste e no sábado tinha a comunhão da irmã dele, então tive que abrir mão do cartão resposta que me permitiria olhar o gabarito e saber quantas eu errei pra poder chegar na hora no evento. O tema da redação era violência contra a mulher e pra vocês terem uma ideia, ele não gostou do tema. No dia seguinte, fui da casa dele pra escola (o Gusmão, essa aí eu sabia onde era porque ficava no caminho do busão que eu pegava todo dia). 
De novo a minha nota não foi muito boa, provavelmente porque eu continuava não manjando muito da estrutura. Percebi que tinha algo errado: "não, não é possível que eu escreva tão mal assim, não sou tão burra, né?". 
Ah: e o namoro com o embuste terminou umas duas semanas depois senão me engano kkkk
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Em 2016, pra não reprovar de novo, resolvi fazer um cursinho pré vestibular (ganhei um descontaço por causa da minha renda, e ele só não foi maior porque a vaga de monitor da sala já tava preenchida. E o cara que tava como monitor nem precisava tanto). Isso no mesmo ano que tava me ralando pra fazer aula de direção e tirar a carteira.

Terceiro Enem: 2016
A escola ficava no cu do mundo, mas felizmente o bairro era vizinho do bairro que uma das minhas melhores amigas morava. Perguntei se de repente ela podia me ensinar onde era e feito: uma semana antes eu e ela fomos na escola, e eu tirei foto de cada esquina pra poder lembrar onde era. 
No dia, quando cheguei no lugar, já tinha gente lá: uma mãe e uma filha (a mãe tava só acompanhando). As duas eram de Portão (fica a uns 13 ou 14km de São Leopoldo, é longe pra caralho mas não tinha mais lugar nas escolas de lá). E elas chegaram mais cedo que eu, ou seja: atraso não tem desculpa. Depois chegou uma senhora de idade que tava fazendo o Enem porque quando ela era nova, a vó dela não queria que ela estudasse. E tem gente que com 26 anos não quer estudar porque acha que tá tarde demais. Nunca é tarde demais.
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"ai, que discurso emocionante"
Dessa vez tinham dois temas de redação: um era sobre intolerância religiosa (foi o que eu peguei), e outro era sobre racismo (pra quem tinha uma das escolas ocupadas como local de prova e precisava trocar pra uma que não tivesse).
Minha nota não foi tão boa também, mas foi BEM melhor do que nos outros dois anos. Não fui selecionada no Sisu (e talvez nem fosse uma boa ideia, porque eu preciso trabalhar e meus horários não se encaixavam no turno integral da UFRGS). Dava pra competir no Prouni, mas por causa da renda do meu pai, só tinha bolsa parcial, e como eu ia pagar sozinha não tinha como entrar na Unisinos, nem na Feevale nem em nenhuma que fosse razoavelmente reconhecida. Terceira opção: Fies. A Unisinos e a Feevale continuavam caras, então entrei numa faculdade que fica em Porto Alegre.
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A princípio eu não queria falar onde era, não por vergonha, mas porque achava perigoso revelar o endereço e tals. Mas como todo mundo usava filtro da faculdade o tempo todo, larguei de mão e comecei a usar também. Estudo na São Francisco de Assis (também conhecida como Unifin). Como ela é meio nova (o curso de jornalismo "surgiu" em 2013 e foi reconhecida pelo MEC nesse ano), tem muita gente que ainda não conhece, mas os professores são bons. A estrutura é meio ruim, mas imagino que seja porque o prédio é novo também: existe desde 2006. E quando passo pelo prédio antigo da Unisinos, aqui em São Léo, vejo que ele era mais ou menos do mesmo tamanho. Hoje em dia a Unisinos é um palácio (e um labirinto ao mesmo tempo, já fiz um teste de estágio lá e sempre me perdia hahaha).

Se tem uma coisa que eu tenho que dizer pra quem fez o Enem e acha que reprovou é o seguinte:
1. Você não é burro por não ter passado, suas notas não definem sua inteligência. É clichê, mas é verdade.
2. Não desista, já vi gente que fez cinco enems e no quinto tirou mil na redação. Quando for ver a nota, veja a avaliação de cada uma das cinco competências e baixe a sua redação pra dar uma olhada. Vá treinando durante o ano pra não errar as mesmas coisas, acompanhe os jornais e os debates no face (o assunto de violência contra a mulher foi escolhido porque tava bombando, tinha muita gente falando nisso, apareceu na TV várias vezes também). E óbvio, estude as outras áreas também, pesquise, peça ajuda pra quem sabe mais, estude o edital... pra tudo tem seu jeito.

E aí, o que você tem a falar sobre o Enem? Fez? Acha que passou? Gostou do tema da redação? Teve alguma experiência engraçada em algum ano, ou foi tudo normal?
Comente ;)

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Obs: Não pagarei seu cardiologista nem seu psicólogo/psiquiatra caso acabe precisando.